Obrigada, meu querido. Essa é pra ficar na memória...
*Não esqueça de dar pause no player ao lado.
Lascia la spina
Cecilia Bartoli
Composição: Georg Friedrich Händel
Lascia la spina
cogli la rosa
tu vai cercando
il tuo dolor.
Tu vai cercando
tu vai cercando
il tuo dolor.
Lascia la spina
cogli la rosa
tu vai cercando
il tuo dolor.
Canuta brina
per mano ascosa,
giungerà quando
nol crede il cuor.
giungerà quando
nol crede il cuor.
Lascia ch'io pianga (tradução)
Deixa que eu chore
Deixa que eu chore
Pelo meu destino cruel,
E porque eu desejo liberdade!
Deixa que eu chore
Pelo meu destino cruel,
Que eu suspire pela liberdade!
Que eu suspire,
Que eu suspire pela liberdade!
Deixa que eu chore
Pelo meu destino cruel,
Que eu suspire pela liberdade!
O meu destino cruel
Que eu suspire pela liberdade
De meus martírios
Só por piedade,
De meus martírios
Só por piedade
Deixa que eu chore
Pelo meu destino cruel,
E porque eu desejo liberdade!
domingo, 25 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
EXPOSIÇÃO SOFHIE CALLE- Cuide de você
É bem verdade que as palavras movem moinhos, como já dizia o ditado dos tempos de minha avó. Elas servem para construir sonhos e destruir castelos, de uma só vez. Mas, mesmo sendo tão simples de entender, elas possuem tantas e tantas interpretações, de acordo com cada ser que dela ouve, lê ou sente.
Os diferentes sentidos das palavras causam algumas confusões, para emissores e receptores do processo, porém é compreensível tentar entender cada letrinha, no contexto geral e específico, e daí estudarmos o que se quis passar com aquilo.
E, baseado no processo de interpretações, hoje venho falar de uma Exposição maravilhosa que andei frequentando nesse mês. Não poderia ser voltado a outro público-alvo senão mulheres- esses seres incríveis que conseguem captar essências nos diálogos masculinos menos compreensíveis ao mínimo de inteligência possível.
SOFHIE CALLE- "CUIDE DE VOCÊ"

Com dois espaços dentro do MAM, a exposição agrada aos olhos das mais sensíveis, com vídeos, fotografias, textos, encenações e a própria carta escrita pelo companheiro, traduzida em português.

Sofhie Calle é uma francesa que sofreu uma ruptura de relacionamento através de uma carta. Assim como todas as mulheres, ela quis tentar entender o que as poucas palavras deixadas pelo companheiro significava para seu sentimento. Resolveu, então, montar uma exposição da qual traduzia, em diversos aspectos, sua dolorosa experiência emocional.

Levou a carta para 107 mulheres diferentes, com diferentes profissões, para que estas pudessem interpretar, à sua maneira, todo o conteúdo escrito.

Em certo momento da exposição, as mulheres são convidadas a sentar em uma cadeira e ouvir (em francês- com tradução no monitor) uma conversa entre ela (Sofhie Calle) e a carta- simbolizando o ex-companheiro, deixando a outra cadeira vazia. Essa experiência nos leva a um profundo questionamento de nós mesmas e dos nossos relacionamentos. A outra cadeira permanece vazia, propositalmente, como se, ao vê-la questionar os valores do relacionamento, pudéssemos, também, nos colocar na cena.

Na exposição, também contamos com a ajuda de um manual, que nos orienta em cada profissão, em cada tradução, contando diversas interpretações de cada fotografia. Nessa fotografia, por exemplo, nota-se que a interpretação dada do final do relacionamento é semelhante à partida do jogo de xadrez, onde o rei se sente desmotivado e desiste, mesmo que não ameaçado.
Mas o que me fez refletir todo o processo intenso de uma carta vazia e sem sentimentos foi o final, onde ele assina "Cuide de você". Semelhantemente à meus desapegos, quando quero que alguém vá embora da minha vida, digo sem piedade "Se cuida", como se isso, de fato, tirasse o peso da responsabilidade de mim. Mas, ao menos, nunca escrevi uma carta, como despedida. Independente de como a pessoa queira se livrar da outra, a atitude menos digna é sumir dexando letras no papel...
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COMO OS SIGNOS ...
Eu adoro tudo o que encontro uma explicação real, ou imaginária, do que sou. Os signos, vez ou outra, tendem a capturar alguma essência minha... Hoje resolvi postar mais sobre mim, ou sobre aquário!

COMO OS SIGNOS SE SUICIDAM:
Áries: gosta de mortes violentas, ou se mata de uma moto em auto-velocidade, ou morre pulando de pára-quedas sem puxar a cordinha...
Touro: Se mata com veneno na comida (efeito depois de duas horas) ou com muitos remédios para dormir... Conforto até na morte...
Gêmeos: Se mata cortando a língua em um quarto escuro, sem net, telefone ou qualquer meio de comunicação... Morte triste...
Câncer: Se suicida se enforcando e com um bilhete colado na mão dizendo: A culpa foi sua! Câncer adora culpar alguém...
Leão: Toma um veneno na noite de Natal, 5 minutos antes da ceia pra causar impacto... Leão,gosta de fins dramáticos!!! E inesquecíveis!
Virgem: Não consegue se suicidar... Ele fica tanto tempo fazendo os detalhes que quando viu a vida já passou e ele morreu naturalmente...
Libra: Fica super indeciso: Ou liga o gás e morre ou corta os pulsos... Por fim decide contratar alguém para matá-lo com um tiro...
Escorpião: Faz amor com a pessoa odiada, fica com as impressões digitais dela pelo corpo, se mata com facadas e de luvas... Morre, mas ferra quem odeia!
Sagitário: Toma 15 calmantes tarja preta e pula de asa delta... Morre de modo esportista e aventureiro...
Capricórnio: Tiro nas bolas! Mas antes, deixa todas as contas pagas, o testamento pronto, vestido com um bom terno... Capricórnio é responsável!
Aquário: Como é moderno, se mata no orkut, no twitter, no facebook e se muda para a Patagônia... Suicídio social, colega! Tendência...
Peixes: Bebe muito, sai pelado na rua e tenta ser atropelado, mas como é azarado quebra as pernas e dá trabalho para família.
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COMO CADA SIGNO TROCA UMA LÂMPADA
1. Quantos arianos são necessários para trocar uma lâmpada?
Apenas um, mas serão necessárias muitas lâmpadas.
2. Quantos taurinos são necessários para trocar uma lâmpada?
Nenhum. Taurinos não gostam de mudar nada.
3. Quantos geminianos são necessários para trocar uma lâmpada?
Dois (é claro). Vai durar o fim de semana inteiro, mas quando estiver pronto, a lâmpada vai fazer o serviço de casa, falar francês e ficar da cor que você quiser.
4. Quantos cancerianos são necessários para trocar uma lâmpada?
Somente um, mas levará três anos para um terapeuta ajudá-lo a passar pelo processo.
5. Quantos leoninos são necessários para trocar uma lampada?
Um leonino não troca lâmpadas, a não ser que ele segure a lâmpada e o mundo gire em torno dele.
6. Quantos virginianos são necessários para trocar uma lâmpada?
Vamos ver... Um para girar a lâmpada, um para anotar quando a lâmpada queimou e a data em que ela foi comprada, outro para decidir de quem foi a culpa da lâmpada ter queimado, mais 10 para decidir como remodelar a casa enquanto o resto troca a lâmpada.
7. Quantos librianos são necessários para trocar uma lâmpada?
Bom, na realidade eu não sei. Acho que depende de quando a lâmpada foi queimada. Talvez 1, se for uma lâmpada comum. Talvez 2 se a pessoa não souber como encontrar uma lâmpada, ou então...
8. Quantos escorpinianos são necessários para trocar uma lâmpada?
Mas quem quer saber? Por que "você" quer saber? Você é um policial? O que você tem a ver com a minha vida?
9. Quantos sagitarianos são necessários para trocar uma lâmpada?
O sol esta brilhando. Está cedo. Não temos a vida inteira pela frente! E você esta preocupado em trocar uma simples lâmpada?
10. Quantos capricornianos são necessários para trocar uma lâmpada?
Nenhum. Capricornianos não trocam lâmpadas, a não ser que seja um negócio lucrativo.
11. Quantos aquarianos são necessários para trocar uma lâmpada?
Vão aparecer centenas, todos competindo para ver quem será o único a trazer a luz ao mundo.
12. Quantos piscianos são necessários para trocar uma lâmpada?
O que? A luz esta apagada?
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
CONSELHO DE UM VELHO APAIXONADO- CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

"Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o 1º e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Algo do céu te mandou um presente divino : O AMOR.
Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite... Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela... Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida.
Poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais. Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!"
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
10 COISAS QUE EU APROVO
1)- UM BOM ATENDIMENTO. Olha, quando pago, gosto de ser tratada bem. E não venha me deixar plantada na mesa durante 10 minutos, ou fazer cara feia, que fecho o tempo mesmo!!!
2)- PIZZA PORTUGUESA DO HABIB´S. Não é porque é a mais gostosa (mesmo que eu ache uma delícia aqueles pedacinhos de ovos, queijo e presunto), mas consigo matar a fome com o tamanho e ainda pago barato. Relação custo x benefício.
3)- SUCO DE LARANJA DO SANDWICH HALL. Nunca provei um suco tão gostoso! E olha que tenho alergia a vitamina C.
4)- GOOGLE MAPS. Os nerds vão dizer: "puuutz... o que é google maps qdo se tem gps?" Mas a questão é que ainda não tenho gps no carro, e o google maps sempre me ajudou bastante.
5)- MEGA HAIR E BLACK POWER. Apesar de nunca ter feito nada no meu cabelo, dou o maior ponto quando vejo um negro de black power bem cuidado. Eles ficam muito charmosos.
6)- PICANHA MAU-PASSADA DO RESTAURANTE 'A PORTEIRA'. Imagina aquela carne molinha, salgadinha, que dá vontade de comer mais e mais?!
7)- GENTILEZA NO TRÂNSITO. Impressionante como as pessoas se transformam conduzindo um carro... O egocentrismo vai na boca!!! Mas, quando se acha alguém que dá a vez, que buzina quando sua porta está aberta, quando pára na faixa de pedestre, é notável!!!
8)- HOT-DOG CAPRICHADO. Huum... Cachorro-quente quentinho, com milho, ervilhas, queijo ralado, e moolho de tomate é uma maravilha!!! Já estou com água na boca...
9)- TELA TOUCH SCREEN. Acessibilidade já! Esse é o principal motivo de ter um monitor com tela de toque, para mim. Um número grande de pessoas não usa computadores por não ter como digitar no teclado. E esta tela facilita a interação tecnológica.
10)- AR-CONDICIONADO. Verão chegando, sensação de abafamento, suor descendo pela roupa. Bendito inventor do sistema de refrigeração!!!!
ME ADORA- PITTY

"Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
“Só não desonre o meu nome”
Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome
Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome
Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome
Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber..."
sábado, 19 de setembro de 2009
NOVO TÓPICO NO MEU BLOG!!!
Hoje estou começando a série "DEZ COISAS QUE APROVO" e "DEZ COISAS QUE REPROVO", explorando a conscientização das pessoas sobre lugares, pessoas e comportamentos. Sou apenas uma simples mulher, com um olhar um tanto crítico sobre o mundo. Não tenho pretensão de me promover anulando ninguém, mas ser parte ativa de processos de mudança e melhorias. Lembro aos amigos internautas que respeito às opiniões e que mereço ser respeitada pelas minhas.

"Para amar é preciso estar nu. É preciso encontrar alguém que também esteja nu. Então é preciso esperar. E esperar mais um pouco." Para mim amar é sobreviver a violência da paixão e permanecer lá dizendo "Apesar de você, eu te amo".
(Autor desconhecido)
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Sabe, até o mais insensível dos homens, quando ama e é correspondido muda. Não adianta armar-se de escudos e dizer: "não quero o amor para mim". Mesmo devagarzinho, ele chega e pega de surpresa.

Pior será se vc não se render.
Se conter ao mínimo florescer
Dessa loucura de amor
Pior será se vc não se render
Vai perder, padecer
Vai tirar seu chão essa ilusão
Pior será se vc evitar
Vai avançar, chegar, tomar
seu impulso de paixão
Pior será se vc evitar
Vai te domar, arrasar
Fazer de papel seu coração
Mas se vc aceitar
acreditar que tudo vai cessar
Mais forte ainda ele virá
E fará
Vc sonhar
com tudo o que envolve essa emoção.
(Nara Senna)
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
WE ARE THE WORLD
Por muito tempo acreditou-se na teoria de “o que não podemos remediar, remediado está”. Víamos os avanços de nosso planeta, mas acreditávamos que isso seria passageiro, mais um ciclo da natureza que se copia. As degradações ambientais estavam além do que pudéssemos intervir e isso nos desmotivava a ponto de continuarmos a nos prejudicar e a prejudicar o mundo, mesmo que cegamente.
Aí vieram umas poucas pessoas e expuseram nosso destino de maneira gritante. Era como roteiros de filmes, onde o começo e o meio já não mais aconteciam, e o final era o que mais assustava. Mas, ao contrário da ficção, a gente está no meio do enredo, vivos, presentes, respirando cada mudança e projeção do mundo. E isso é real.
Prever que a Terra iria se destruir fugia de tudo cabível ao melhor do capitalismo. O ser humano, tão auto-suficiente, não imaginaria que o que mais os ajudava, o eco-sistema, estava por um fio. E, a revolução tecnológica e a necessidade de manter-se na sociedade como um ser consumidor, estavam levando, pouco a pouco, o mínimo de conforto necessário à vida no planeta.
Aí vieram umas poucas pessoas e expuseram nosso destino de maneira gritante. Era como roteiros de filmes, onde o começo e o meio já não mais aconteciam, e o final era o que mais assustava. Mas, ao contrário da ficção, a gente está no meio do enredo, vivos, presentes, respirando cada mudança e projeção do mundo. E isso é real.
Prever que a Terra iria se destruir fugia de tudo cabível ao melhor do capitalismo. O ser humano, tão auto-suficiente, não imaginaria que o que mais os ajudava, o eco-sistema, estava por um fio. E, a revolução tecnológica e a necessidade de manter-se na sociedade como um ser consumidor, estavam levando, pouco a pouco, o mínimo de conforto necessário à vida no planeta.
"UMA VERDADE INCONVENIENTE"
Quando assistimos a um filme que nos traz um alerta a nossa realidade, temos dois caminhos para seguir: O primeiro é simplesmente fingir não existir, acreditando que, por si só, tudo mudará. O segundo é tentar modificar o que ainda pode ser modificado, criando linhas de raciocínio e atitudes que, por menores que sejam, conscientizarão às pessoas da sua importância no ambiente.
Quando optamos por agir, contribuímos para modificar o olhar das pessoas em volta, e isso vira uma enorme onda de comportamentos que segue por gerações. O egoísmo, ensinado por alguns seres humanos, passa a ser recriminado com boas ações e, ao mesmo tempo, mostra que não é apenas “moda” querer viver em um mundo melhor.
Quando assistimos a um filme que nos traz um alerta a nossa realidade, temos dois caminhos para seguir: O primeiro é simplesmente fingir não existir, acreditando que, por si só, tudo mudará. O segundo é tentar modificar o que ainda pode ser modificado, criando linhas de raciocínio e atitudes que, por menores que sejam, conscientizarão às pessoas da sua importância no ambiente.
Quando optamos por agir, contribuímos para modificar o olhar das pessoas em volta, e isso vira uma enorme onda de comportamentos que segue por gerações. O egoísmo, ensinado por alguns seres humanos, passa a ser recriminado com boas ações e, ao mesmo tempo, mostra que não é apenas “moda” querer viver em um mundo melhor.
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Ninguém ouve os alertas?
1936 - Winston Churchill - “A era das procrastinações das meias-medidas, dos expedientes desconcertantes e suavizadores dos atrasos está chegando ao fim. No seu lugar vamos entrar num período de conseqüências”.
1987 - Gro Brundtland. Nosso futuro comum. - “Os cientistas chamaram a atenção para problemas urgentes e complexos ligados à própria sobrevivência do ser humano: um planeta em processo de aquecimento, ameaças à camada de ozônio, desastres que devoram terras de cultivo”.
1992 - Rio 92. Maurice Strong. - “ ...é nossa última oportunidade de rever os rumos planetários, sob pena de declínio da espécie humana”.
1992 - Serven Suzuki 12 anos. Eco 92. - “...para dizer que vocês, adultos, têm que mudar o seu modo de agir.... Estou aqui para falar em nome das gerações que estão por vir.....Todas estas coisas acontecem bem diante dos nossos olhos e, mesmo assim, continuamos agindo como se tivéssemos todo o tempo do mundo e todas as soluções. Sou apenas uma criança e não tenho as soluções mas quero que saibam que vocês também não as têm.... Sou apenas uma criança mas sei que todos nós pertencemos a uma sólida família de 5 bilhões de pessoas e ao todo somos 30 milhões de espécies compartilhando o mesmo ar, a mesma água e o mesmo solo. Nenhum governo, nenhuma fronteira poderá mudar esta realidade. Sou apenas uma criança mas sei que este problema atinge a todos nós e deveríamos agir como se fôssemos um único mundo rumo a um único objetivo.... Vocês estão decidindo em que tipo de mundo nós iremos crescer. Os pais devem ser capazes de confortar seus filhos, dizendo-lhes “tudo ficará bem, estamos fazendo o melhor que podemos“. Mas não acredito que possam nos dizer isso. Estamos sequer nas suas listas de prioridade? Meu pai sempre diz: “Você é aquilo que sempre faz, não aquilo que você diz “Bem, o que vocês fazem nos fazem chorar à noite. Vocês, adultos, nos dizem que vocês nos amam. Eu desafio vocês. Por favor, façam suas ações refletirem as suas palavras.”
1997 - Rio + 5. Maurice Strong. “...precisamos reinventar a civilização industrial”.
1997 - Mikhail Gorbachev sentenciava: “Precisamos de novo paradigma; a civilização atual chegou a seu fim, exauriu as suas possibilidades. Temos de chegar a um consenso sobre novos valores. Em 30 a 40 anos a Terra poderá viver sem nós.”
1997 - Kofi Annan voltou a advertir: “Se nós não colocarmos o clima sob controle, se não enfrentarmos os desafios do meio ambiente, todos os esforços que estamos fazendo serão inúteis.”
2002 - Rio + 10. Chirac. - “...é um apartheid mundial; nossos filhos e netos nos cobrarão: vocês sabiam e não fizeram nada. Não podemos dizer que não sabíamos! Fiquemos atentos para que o século XXI não se torne, para as gerações futuras, o século do crime da humanidade contra a vida”.
2002 - Washington Novaes. A Década do Impasse, da Rio-92 à Rio+10. - “Não temos instituições nem regras universais, capazes de mudar o quadro em termos planetários”.... “Ao mesmo tempo, deu para aprender que não é possível fazer de conta que a chamada problemática ambiental seja separada do econômico, do político, do social, do cultural. Todos os empreendimentos públicos e privados acontecem no concreto – no solo, na água, no ar que respiramos, entre os seres vivos – ou nele repercutem.....Teremos que rever tudo, repensar os padrões e a lógica do consumidor, reinventar nossos modos de viver. E para isso precisamos levar para o centro e o início de nossas políticas públicas e planejamentos privados as chamadas questões ambientais – que, é preciso repetir, são políticas, econômicas, sociais e culturais”.
2002 - Oded Grajew - “Se as pessoas tiverem a oportunidade de ver os números, os indicadores sociais, certamente vão ficar alarmadas. ... no que diz respeito aos níveis de pobreza e de devastação ambiental. Corremos o risco de ver a espécie humana extinta no período de apenas uma geração. As previsões são pessimistas no que diz respeito à água, terras agricultáveis, aquecimento global, conflitos, guerras e pobreza em larga escala... Se tudo continuar no rumo atual, tudo vai acontecer como previsto, ou seja, as coisas vão continuar a piorar...”.
2002 - Eco 92 - 1600 cientistas, entre os quais havia 102 detentores do Prêmio Nobel de 70 países, lançaram o documento “Apelo dos cientistas do mundo à humanidade”. Aí diziam: ”Os seres humanos e o mundo natural seguem uma trajetória de colisão. As atividades humanas desprezam violentamente e, às vezes, de forma irreversível o meio ambiente e os recursos vitais. Urge mudanças fundamentais se quisermos evitar a colisão que o atual rumo nos conduz”.
2003 - Serge Latouche - “Enfim, é preciso a fé inabalável dos economistas ortodoxos para pensar que a ciência do futuro resolverá todos os problemas, e que é concebível a substituição ilimitada da natureza pelo artifício”.
2003 - Manfred Max Neef - “A economia deve estar a serviço das pessoas e não o contrário. O desenvolvimento se refere às pessoas e não aos objetos. O crescimento é a mesma coisa que o desenvolvimento, mas esse não precisa necessariamente de crescimento. Nenhuma economia é possível à margem dos serviços que prestam os ecossistemas. A economia e um subsistema de um sistema maior e finito que é a biosfera e, portanto, o crescimento permanente é impossível. Nenhum processo ou interesse econômico, sob qualquer circunstância, pode passar por cima da reverência da vida.... Penso que precisamos reconhecer que somos parte de uma grande doença. Nunca houve na história um período em que tudo que fazemos fosse tão auto destrutivo. E isto é uma gigantesca patologia coletiva, e se nos dermos conta dela poderá ser o primeiro passo para alcançarmos uma cura adequada”.
2003 - Herman Daly para Carta Capital - “O discurso do crescimento serve para encobrir o fato de que nada se faz para distribuir a riqueza e realmente enfrentar o problema da pobreza no mundo”.
2004 - Stephen Pacala e Robert Socolow - “Humanity already possesses the fundamental scientific, technical, and industrial know-how to solve the carbon and climate problems”.
2006 - Al Gore. Uma Verdade Inconveniente. - “Precisamos de uma explosão na consciência das pessoas... É um fenômeno mundial. Cada um de nos é a causa do problema e cada um de nos é a solução do problema”.
2006 - Oded Grajew - “Não estamos diante de um problema de meios, mas de vontade política, social”.
2006 - James Lovelock. A Vingança de Gaia. - “O consumo desenfreado das populações ricas e a degradação ambiental associada ao crescimento das populações chamadas em via de desenvolvimento exigem mudanças ainda mais radicais nos modelos de vida, capazes de promover a desconstrução da ideologia e das práticas consumistas: proibição da obsolescência planejada, proibição do uso de certos materiais que não possam ser reciclados; generalização das práticas de reciclagem e reutilização; imposição de padrões de eficiência no uso de energia; combate às poluições do ar, da água e dos mares...É necessário então, sob qualquer cenário, sob qualquer sistema econômico, enfrentar as questões ambientais com modificações radicais do que a humanidade compreende como civilização.” “As tendências em curso apontam para uma multifacetada crise ecológica que escalará até atingir proporções catastróficas, crise para a qual a única saída é uma grande mudança sócio-econômico-política. Os problemas são reais, de muito difícil solução e seus impactos cada vez mais visíveis e traumáticos. Como outro modelo de desenvolvimento ecologicamente sustentável significa uma ruptura profunda com a lógica do mercado, hoje muito improvável (a crítica ecológica aponta claramente para a irracionalidade da sociedade capitalista, com o consumo supérfluo como ideal de felicidade), possivelmente a “pedagogia das catástrofes” produzirá um amplo debate de sociedade e alimentará opções políticas mais radicais”.
2007 - Relatórios IPCC - “O mundo vai acabar e não há nada a fazer” (em 1988, o IPCC divulgou seu primeiro relatório, basicamente com as mesmas advertências do último).
2007 - François Chesnais. L’irrationalité du capitalisme au coeur de la crise de civilisation planétaire. - “Qualquer um que começa a se interessar pelas questões da mudança climática e da destruição dos recursos do planeta, compreende muito rapidamente que não são apenas mudanças marginais que serão exigidas dos países avançados, no seu modo de vida cotidiano e na sua organização social, mas uma transformação copernicana. Toda a organização da vida social terá que ser repensada”.
2007 - Ricardo Young - “Estamos diante de uma mudança do padrão civilizatório, e isso não é fácil. Mas creio que significa um enorme desafio e também uma grande oportunidade”.
2007 - John Elkington - “Precisamos de novas espécies; é necessário criar um novo ecossistema”.
2007 - Oded Grajew - “O aquecimento global, a concentração crescente de renda e riqueza e o acirramento dos conflitos, frutos do atual modelo de globalização representam uma enorme ameaça para a humanidade e provam que um outro mundo, diferente do mundo de Davos, não só é possível, mas também urgentemente necessário”.
2007 - Fernando Almeida - “Devemos aceitar que a falência dos ecossistemas planetários é mais que a falência dos negócios; é a falência da vida”.
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009
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